Ano 14
26 de setembro de 2017
Número 9
Boletim Prognóstico Climático para o Trimestre Outubro, Novembro e Dezenbro 2017
Previsão Climática Sazonal elaborada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE) em
Fórum Climático Mensal 1

Prognóstico em PDF. Clique aqui!

Sumário Executivo
Fig.1 - Previsão probabilística (em tercis) de consenso do total de chuvas no trimestre OND/2017. Para maiores informações acessar o INFOCLIMA (www.cptec.inpe.br) ou o site INMET (www.inmet.gov.br).


A persistência da circulação atmosférica anticiclônica no Atlântico Sul, mais intensa que o normal, especialmente na primeira quinzena de setembro, favoreceu tanto a continuidade das chuvas acima da média histórica entre o litoral sul de Pernambuco e o leste da Bahia quanto a escassez das chuvas no oeste e sul do Brasil. Neste mesmo período, houve considerável aumento das temperaturas máximas no centro-sul do Brasil. Por outro lado, algumas áreas no norte da Região Norte apresentaram reversão no padrão de anomalias de precipitação relativamente ao mês anterior, passando a valores positivos em setembro corrente.

No Oceano Pacífico Equatorial, destacou-se o surgimento de anomalias negativas de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) nas últimas quatro semanas. Estas anomalias, igualmente observadas nas camadas subsuperficiais deste oceano, sinalizam o possível desenvolvimento de um evento de La Niña nos meses subsequentes. As águas superficiais do Atlântico Tropical Norte permanecem anomalamente aquecidas, favorecendo o excesso de chuva na costa noroeste da África e a diminuição das chuvas no extremo norte da América do Sul.

Previsão para OND/2017
A previsão por consenso para o trimestre outubro a dezembro de 2017 (OND/2017) indica maior probabilidade do total trimestral de chuva ocorrer na categoria abaixo da faixa normal climatológica numa ampla área que inclui parte das Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, com a seguinte distribuição de probabilidades: 25%, 35% e 40% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. Por outro lado, a previsão por consenso indica maior probabilidade das chuvas ocorrerem na categoria acima da faixa normal no oeste da Região Norte (Roraima, Acre e oeste do Amazonas), com distribuição de probabilidades de 40%, 35% e 25% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. Para o centro-sul da Região Sul, a previsão indica maior probabilidade das precipitações ocorrerem em torno da faixa normal climatológica, com distribuição de 35%, 40% e 25% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. Estas previsões refletiram o resultado da maioria dos modelos de previsão climática sazonal. Outros elementos diagnósticos e prognósticos também indicam que, muito provavelmente, haverá atraso no início da estação chuvosa na grande área central do Brasil. Ainda assim, no decorrer do referido trimestre, não se descarta a possibilidade de eventos extremos, bem como grande variabilidade temporal das chuvas no centro-sul do Brasil. As demais áreas do País (área cinza do mapa) apresentam baixa previsibilidade climática sazonal, com igual probabilidade para as três categorias. No trimestre OND/2017, são previstas temperaturas médias em torno da normal climatológica para o oeste da Região Norte e centro-sul da Região Sul. Nas demais áreas do País, a maior probabilidade é de ocorrência de temperaturas acima da normal climatológica.
Limites Climatológicos da Faixa Normal para o Trimestre OND/2017

As Figuras 2 e 3 mostram os valores históricos da precipitação acumulada ao longo do trimestre outubro, novembro e dezembro (OND), correspondentes aos limites inferior e superior do tercil médio da distribuição climatológica (faixa normal). O exemplo a seguir ilustra como o usuário pode combinar as informações dos três mapas para traduzir o prognóstico em termos de milímetros de chuva, para sua localidade de interesse.

Considere-se o caso da localidade de Palmas no Estado de Tocantins (seta vermelha nas figuras ao lado). Os mapas indicam que a faixa normal de precipitação acumulada no trimestre OND/2017 situa-se, aproximadamente, entre 500 mm e 700 mm. Combinando esta informação com a previsão de consenso ilustrada na Figura 1, obtém-se que a probabilidade prevista da chuva acumulada em Palmas-TO ficar abaixo de 500 mm neste trimestre é de aproximadamente 40%. Do mesmo modo, a probabilidade de que a chuva acumulada fique entre 500 mm e 700 mm é de aproximadamente 35%. Finalmente, a probabilidade prevista de que a chuva exceda 700 mm em Palmas-TO é de 25%.


Fig.2 - Limite inferior da faixa normal de
precipitação para o trimestre OND.

Fig.3 - Limite superior da faixa normal de
precipitação para o trimestre OND.
Para informações mais detalhadas sobre o limite inferior e superior da faixa normal, para diversas
localidades do Brasil, http://www.inmet.gov.br


1 Previsão por consenso elaborada pelo INPE/CPTEC, INPE/CCST, INPA e CEMADEN, com a colaboração de meteorologistas do INMET, FUNCEME e Centros Estaduais de Meteorologia.

Alerta sobre o uso de Previsões Climáticas
: A previsão foi baseada nos modelos de Circulação Atmosférica do INPE/CPTEC, nos modelos de circulação geral da atmosfera do National Centers for Environmental Predictions (NCEP), National Center for Atmospheric Research (NCAR), NASA’s Seasonal Interannual Prediction Project (NSSIP), COLA e Max Plank Institute fur Meteorology (MPI) disponibilizados pelo International Research Institute for Climate Prediction (IRI); e nas análises das características climáticas globais observadas. Essa informação é disponibilizada gratuitamente ao público em geral, porém, nenhuma garantia implícita ou explícita sobre sua acurácia é dada pelo INPE/CPTEC. O uso das informações contidas nesse boletim é de completa responsabilidade do usuário. Este boletim é resultado da reunião de análise e previsão climática realizada pelo INPE/CPTEC com participação de meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), da Fundação de Meteorologia e Recursos Hídricos do Ceará (FUNCEME), Universidades e Centros Estaduais de Meteorologia.