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TRANSIÇÃO ENTRE AS FASES DO FENÔMENO EL NIÑO-OSCILAÇÃO SUL NO PACÍFICO EQUATORIAL A previsão da maioria dos modelos acoplados oceano-atmosfera globais indica a dissipação do atual fenômeno El Niño, em curso na região do Pacífico Equatorial, no decorrer do próximo trimestre. Segundo os mesmos modelos, há condições favoráveis ao desenvolvimento do fenômeno La Niña durante o segundo semestre de 2016, ainda que com fraca intensidade. |
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| Os maiores destaques climáticos em abril foram o excesso de chuva em parte da faixa leste da Região Nordeste e o predomínio de escassez de precipitação na grande área central do Brasil, inclusive no semiárido nordestino, desde fevereiro de 2016. Já na Região Sul, a passagem de um sistema frontal contribuiu para a ocorrência de totais pluviométricos acima da média histórica em grande parte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina, bem como para a incursão da massa de ar frio que causou acentuado declínio das temperaturas mínimas nas serras gaúcha e catarinense.
A fase quente do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) encontra-se em declínio no Pacífico Equatorial, com a diminuição das anomalias positivas de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) nos setores oeste e central do Pacífico Equatorial. O surgimento de anomalias negativas na porção leste deste oceano indica sua iminente dissipação. A previsão climática por consenso1 para o trimestre junho-julho-agosto de 2016 (JJA/2016), baseada na análise diagnóstica das condições oceânicas e atmosféricas globais e nos prognósticos de modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal, indica maior probabilidade do total trimestral de chuva ocorrer na categoria abaixo da normal climatológica no extremo norte da Região Norte, com distribuição de probabilidade de 25%, 35% e 40% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. Para o leste da Região Nordeste - cujo auge do período mais chuvoso, do ponto de vista climatológico, ocorre no trimestre JJA - a previsão indica maior probabilidade dos totais pluviométricos no trimestre ocorrerem na categoria dentro da normal climatológica, com distribuição de 25%, 40% e 35%, respectivamente para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica. Ressalta-se, no início do próximo trimestre, a possibilidade de ocorrência de distúrbios no escoamento de leste, os quais podem ser favorecidos pelas anomalias positivas de TSM observadas adjacente à costa leste da Região Nordeste. Para a Região Sul, a previsão também indica maior probabilidade na categoria dentro da faixa normal climatológica, porém a segunda maior probabilidade é de chuva na categoria acima da faixa normal, com distribuição de 35%, 40% e 25% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. As demais áreas do País (área cinza do mapa) apresentam baixa previsibilidade para o referido trimestre, o que implica igual probabilidade para as três categorias. Além disso, climatologicamente, o trimestre JJA é considerado o mais seco do ano na grande área central do Brasil. A previsão por consenso manteve a probabilidade de temperaturas dentro da normalidade na Região Sul e entre os valores normais e acima da média nas demais áreas do País. É importante mencionar o aumento climatológico das incursões de massas de ar frio sobre o centro-sul do Brasil, no decorrer do referido trimestre. |
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Abril foi marcado pela predominância de déficit pluviométrico na maior parte do Brasil. A redução das chuvas foi associada ao bloqueio atmosférico que se estabeleceu no Pacífico Sul durante quase todo o mês. Somente no final deste mês, um sistema frontal conseguiu avançar até o litoral do Espírito Santo. Segundo dados das estações automáticas do CEMADEN, os maiores volumes de chuva foram registrados no Rio Grande do Sul, nas cidades de Ijuí (152,8 mm) e Santa Rosa (132,4 mm), ambos os valores registrados no dia 25. A passagem de perturbações na média e alta troposfera também contribuiu para os acumulados diários de chuva nas cidades de Antonina-PR (130 mm), Garuvá-SC (133,6 mm) e Papanduva-SC (125,8 mm), todos registrados no dia 11 (Fonte: CEMADEN). Destacaram-se, ainda, os acumulados mensais de precipitação nas cidades de São Gabriel da Cachoeira-AM (369,3 mm), Torres-RS (295,3 mm) e Santa Vitória do Palmar-RS (406 mm), cujos valores apresentaram-se em torno de 26%, 248% e 495% acima das correspondentes climatologias, respectivamente (Fonte: INMET). Com a entrada da última massa de ar frio, as temperaturas oscilaram em torno de 0°C nas cidades serranas de São Joaquim-SC (-2,9°C e -2,2°C, respectivamente nos dia 28 e 30), Lages-SC (-0,7°C, no dia 29) e Bom Jesus (0,2°C, no dia 29). No entanto, a ausência de mais incursões de massas de ar frio resultou em temperaturas máximas e mínimas acima da média na maior parte do País. |
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